Se me dissessem há alguns anos que eu estaria comemorando os 2 anos do meu filho, eu não acreditaria. Cria da Baixada Fluminense (BXD), periferia da periferia do Rio, a gente cresce sabendo que o futuro é uma página em branco e, às vezes, bem incerto. Masss… O destino caprichou e me trouxe a surpresa mais linda de todas.

Cá estou eu, vivenciando o desafio mais incrível e difícil da minha vida.

A paternidade era algo muito distante e impensado para mim. E aí, do nada, veio a surpresa mais grata que a vida poderia me dar. “Tim Tim” completou 2 aninhos e a “ficha”… Bem, ela ainda demora a cair. Hora ou outra, nós nos pegamos falando: “Como assim… Olha o tamanho desse menino… A gente é pai e mãe dessa criança…”.



Ninguém nasce sabendo ser pai ou mãe. A gente aprende na marra (no susto), no processo (no amor e no erro), no dia a dia. E vou te contar: que loucura boa! Cada dia é completamente diferente do outro. (Temos uma definição em casa para isso: “uma cebola”. PQ tem muitas camadas e, às vezes, a “camada” é de felicidade intensa, muitas risadas, choro e afins. Acho que deu para entender, né?!). São dias extremamente desafiadores, cheios de descobertas incríveis e, não vou mentir, alguns momentos de puro desespero e um cansaço que parece não ter fim. Ter uma criança em casa é uma mistura constante de rir sozinho e se preocupar com absolutamente tudo (turbilhão de emoções + modo HARD).

Enfim… Não sou o pai perfeito, longe disso (até porque ninguém nasce com manual). Mas todo o dia, eu acordo com a missão de ser um cara melhor por ele e pra ele.



Viva os 2 aninhos do meu, ou melhor, nosso parceiro de vida, Eros Valentim! Que privilégio é ver você crescer.